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Motoristas são mais prudentes quando não estão sozinhos no carro, diz estudo

Pesquisa da Universidade Federal do Paraná e do Observatório de Segurança Viária acompanhou seis voluntários por 15 dias.

Por Jornal Nacional (Rede Globo)
29/03/2020 às 12h26

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No Paraná, uma pesquisa testou se dirigir com outra pessoa no carro influencia na forma como o motorista se comporta ao volante.

O que um motorista faz quando ninguém está olhando? Come, usa o celular.

É o que mostrou uma pesquisa da Universidade Federal do Paraná e do Observatório de Segurança Viária, que acompanhou seis voluntários por 15 dias.

Os pesquisadores instalaram um sistema de monitoramento e três câmeras em cada carro. Eles sabiam que no início os motoristas voluntários lembrariam que estavam sendo filmados, e por isso, não usaram as primeiras horas de gravação. Mas logo que os voluntários esqueceram deste monitoramento, e passaram a dirigir naturalmente, muitos flagrantes foram registrados.

As imagens não podem identificar os motoristas, mas mostram que um entra com uma fruta, que derruba, procura e finalmente encontra.

O Código de Trânsito não proíbe especificamente comer ou fumar, mas dirigir com apenas uma das mãos ao volante é infração média.

Todos os motoristas gravados usaram o celular no trânsito. Sozinhos, eles usaram em média 15% do tempo ao volante. Com carona, o tempo de uso caiu para menos da metade.

Uma mulher, por exemplo, manuseava o celular dirigindo sozinha. Quando dirigiu com outra pessoa no banco de trás, ela não mexeu mais no aparelho.

“Quando você está oferecendo carona, principalmente para alguém que não é seu amigo próximo, não é seu familiar, você tende a ter comportamento mais seguro por dois motivos: tanto porque você tem uma pessoa para conversar dentro do veículo, então a tentação de utilizar o celular é menor, e também porque você regula seu comportamento porque você está sendo julgado por outra pessoa”, explica Jorge Bastos, professor da UFPR.

E aquela conferida nas mensagens? Infração gravíssima, mesmo no sinal vermelho.

Os pesquisadores concluíram que os seis voluntários cometeram, juntos, 600 infrações - não se tornaram multas porque não foram flagradas por agentes de trânsito, mas representaram riscos de acidentes.

Yuri Schmidt Krubniki foi voluntário e percebeu que muda quando tem carona no carro: “Ter uma pessoa do meu lado, eu acabo sendo um pouco mais devagar no trânsito e bem mais prudente, porque é a vida dessa outra pessoa em jogo também, né?”

A pesquisa também mostrou que quem está sozinho corre mais. A distância percorrida acima da velocidade permitida foi 20% maior quando não tinha ninguém com o motorista.

“Andar com mais pessoas no carro, além de poluir menos e não congestionar tanto o trânsito, também traz o benefício da segurança”, afirma José Aurélio Ramalho, diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária.


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